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Atenção à gestante e criança

A mortalidade de crianças menores de um ano (mortalidade infantil) pode ser considerada um dos mais importantes indicadores de saúde publica, sendo muito utilizada para aferir as condições de vida da população.

 

Em São Paulo, como resultado de diferentes ações desenvolvidas, pode-se observar queda constante dos índices de mortalidade infantil ao longo do tempo. De fato, conforme dados da Fundação SEADE, em 1990 a taxa, que era de 31,4 mortes de crianças com menos de um ano de idade para cada mil nascidos vivos, atingiu 17,0 em 2000 e foi reduzida para 13,5 mortes por mil nascidos vivos em 2005.

 

Em 2001, 182 dos 645 municípios paulistas já apresentavam taxas de mortalidade infantil de apenas um dígito (menor que dez), valores semelhantes aos apresentados por países desenvolvidos.

 

Evolução histórica

 

Desde 1975, quando as doenças infecciosas e parasitárias eram as principais causas das mortes de crianças, a redução da taxa de mortalidade infantil não apresentava descontinuidade. Por isso, o maior componente da taxa era o de mortes de crianças em idade pós-neonatal (de 28 dias até 1 ano de vida), diretamente ligado a fatores sociais e ambientais, como alimentação inadequada e falta de saneamento básico.

 

A diminuição desses fatores dependia diretamente de ações coletivas como o tratamento de água, incentivo ao aleitamento materno e campanhas de orientação à hidratação oral de crianças.

 

Ciente de que era necessário melhorar a qualidade de vida da população e dos serviços básicos oferecidos, o governo do Estado, no início da década de 80, reduziu a ocorrência de doenças infecciosas graças à maior atenção dada aos programas de erradicação de doenças previníveis por meio de vacinação em massa, como sarampo, varíola e rubéola congênita.

 

Os resultados das campanhas de vacinação alteraram as causas de morte de crianças com menos de um ano de idade. A partir de então, as maiores responsáveis pela mortalidade infantil passaram a ser as doenças perinatais e congênitas.

 

Este último tipo de morte infantil reflete, principalmente, as condições de assistência à gravidez, ao parto e ao período perinatal. Sua diminuição costuma ser mais lenta e difícil, pois depende de estruturação da assistência médica e da existência de uma rede de hospitais, maternidades, berçários e unidades de terapia intensiva pediátrica com atendimento de qualidade, o que exige profissionais tecnicamente qualificados e a aplicação de tecnologias modernas. Mesmo assim, São Paulo tem conseguido resultados expressivos.

 

Atenção à gestante

 

A redução das taxas de mortalidade infantil está diretamente relacionada ao acompanhamento dado à gestante. Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Saúde vem desenvolvendo uma série de ações fundamentais, dentre as quais destaca-se a busca da melhoria do atendimento pré-natal.

 

Outro item de suma importância é a assistência ao parto. A Secretaria promove, regularmente, treinamentos aos profissionais de saúde que prestam atendimento às gestantes e aos recém-nascidos, orientando sobre itens fundamentais, como, por exemplo, técnicas de reanimação neonatal. Além disso, as áreas de Saúde da Criança divulgam orientações aos médicos e enfermeiros quanto à correta preparação das salas de parto, bem como do manuseio de equipamentos e medicação.

 

O Método "Mãe Canguru", assistência neonatal que consiste em manter o bebê prematuro em contato com o corpo da mãe ou do pai, é uma realidade na rede pública de saúde de São Paulo. Os hospitais estaduais Leonor Mendes de Barros, Mário Covas, Itaquaquecetuba, Sumaré, Itapecerica da Serra e Itaim Paulista são alguns dos que disponibilizam esse tipo de procedimento pelo SUS, contribuindo para a redução da mortalidade infantil.

 

Pelo método, o bebê de baixo peso é colocado em contato pele a pele com a mãe, no período entre 20 minutos a quatro horas por dia, aumentando o vínculo emocional entre mãe e filho, estimulando o aleitamento materno, proporcionando maior controle térmico da criança, além do melhor relacionamento da família com os profissionais de saúde e menor permanência da mãe e do bebê no hospital.

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